Uso do artigo definido com possessivos e crase com nomes de mulheres

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Tendo em vista o assunto abordado na edição passada, surgiu o questionamento:

Como é facultativo o uso do artigo diante de nomes próprios e sendo a crase a combinação da preposição a com o artigo definido a, como fica a referência aos nomes femininos?

De fato, o acento indicativo de crase antes de nomes próprios femininos é tido como opcional. O que demarca nossa opção é a possibilidade de esse nome, principalmente o de batismo, ser anteposto por um artigo definido, o que lhe dá um tom de afetividade ou de familiaridade, indicando a pessoa como conhecida ou “de casa”.

No Brasil, além disso, esse uso tem caráter regionalista – em algumas regiões, como Sul e Sudeste, é habitual falar o Marcos, a Lea, a Joana. Isso quer dizer que, se você emprega o artigo definido diante de um nome de mulher, será normal usar o a craseado quando a situação pedir, ou seja, quando a expressão ou verbo diante do nome exigir a preposição a: [homenagem] à Lea, [dirigir-se] à Joana.

Em suma: no caso de mulheres a quem se chama pelo nome de batismo, vale o uso regional. Se você diz, por exemplo, “Gosto de Beatriz. Penso em Rita”, não precisará crasear: “Contei a Beatriz o que relatei a Rita”. Mas se você diz: “Gosto da Beatriz. Penso na Rita”, será melhor escrever: “Contei à Beatriz o que relatei à Rita”.

Artigos com possessivos

– Como é a maneira certa de escrever: Agradecemos sua visita ou Agradecemos a sua visita?

Tanto faz, as duas formas são corretas. No Brasil a anteposição do artigo ao pronome possessivo é mais uma questão regional. No Sul preferese usar o artigo (a sua visita, da sua casa, no seu lugar), ao passo que no Nordeste o artigo é geralmente abolido nesses casos (sua casa, de minha mãe, em seu lugar).

– É indiferente o...

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