Ver e ser visto: a responsabilidade ética do juiz

Autor:Mônica Sette Lopes
Páginas:75-79
 
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Ver e ser visto:
a responsabilidade
ética do juiz
O processo é lugar de solução e, às vezes, de criação
de conitos. O juiz não pode antever todas as adversidades.
Mas a consciência do que vê e de que é visto é imprescindível
para a vivência ética da atividade.
A disponibilização do juiz para o outro, a sua res-
ponsabilidade para o outro que deve conhecer, como rosto e
como identidade única e importante, encontra ressonância na
ética segundo Levinas que coloca a todos como testemunhas
da humanidade para a qual nos apresentamos sempre no que
realizamos nas relações e nas ações:
“O testemunho testemunha aquilo que por ele é dito.
Porque ele diz, “Eis-me aqui!” perante outrem; e, pelo
fato de, perante outrem, ter reconhecido esta respon-
sabilidade que lhe incumbe, acontece ter manifestado
o que o rosto de outrem signicou para ele. A glória
do innito revela-se pelo que ela é capaz de fazer no
testemunho” – (LEVINAS, A glória do testemunho.
In: LEVINAS, 2007, 90).

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