Prefácio

Autor:Marcos Monteiro
Páginas:9-11
 
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Partindo da ideia que o homem é um ser social, desde quando um grupo de pessoas com interesse em comum deram início a uma sociedade surgiu também a necessidade da criação de normas com o objetivo de prover algum equilíbrio da relação entre os indivíduos. Muitas vezes pautada em crenças e costumes as normas vêm sofrendo grandes mudanças, da mesma forma que alguns costumes medievais podem parecer estranhos hoje, a dinamicidade impulsionada muitas vezes pela tecnologia e a globalização, ou melhor, pela globalização da tecnologia não é incomum gerar um choque em gerações que estão contidos neste mesmo conjunto chamado sociedade, esta que discute já algum tempo e Inclusão Digital como Alfabetização, tanto de pessoas que viveram a era do rádio, que tiveram como sonho de consumo uma TV aos que entenderam que Computador era o futuro e aqueles que hoje acham que computador não serve pra nada pois a vida toda já é operada com uso de apenas dois dedos; não é incomum encontrar uma pessoa com dois smartphones e nenhum computador, pelo menos não um tradicional.

Esta sociedade conectada está vivendo uma experiência real de Democracia, no melhor conceito de um regime em que há liberdade de expressão no qual não existem distinções ou privilégios de classes, todos são iguais e o povo (digital) é de fato soberano, mas é claro, nem tudo são flores e com o surgimento desta “cyber sociedade”, novas normas tiveram que ser criadas, algumas trazidas por analogia e muitas outras estão por vir com o objetivo de termos algum equilíbrio da relação entre os “Cyber Indivíduos”.

“Não há crime sem lei anterior que o defina”, o artigo primeiro do Código Penal Brasileiro é bem objetivo quanto a relação da norma com o crime, o exercício, algumas vezes desafiador para o operador do direito é identificar aquele crime ocorrendo no mundo digital, as vezes um crime que não existe de outra

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forma, senão por meio digital, mas as vezes trata-se de um crime comum, mas que ocorreu no mundo digital, não por acaso este livro trata de vários tipos crimes, mais intensamente nos dois primeiros capítulos, em especial o segundo, que trata de direito digital, pois identificar o crime é o primeiro passa da investigação, os passos seguintes têm o objetivo produzir e analisar um conjunto de provas de materialidade e autoria, a relação entre elas e a ligação do criminoso com a vítima, porém, um pouco diferente de uma investigação tradicional, que muitas vezes iniciam e culminam...

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