Prefácio

Autor:Ionete de Magalhães Souza
Ocupação do Autor:Graduada em Direito e Pós-Graduada lato sensu pela Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes. Advogada
Páginas:7-8
 
TRECHO GRÁTIS

Page 7

Esta obra de Ionete de Magalhães Souza reveste-se de importância doutrinária excepcional e apresenta texto de profundidade cirúrgica. A introdução filosófica acerca dos princípios constitucionais e acesso à Justiça prepara o leitor para divisar a importância dos capítulos posteriores.

Na senda do grande Chaim Perellman, citado no texto, a autora buscou em cada linha a perfeição do justo, do homem justo, das instituições e ordenamentos justos. Não basta a afirmação dos doutos de que o acesso ao conhecimento da paternidade de cada um é um direito. É necessário que a estrutura do Estado possibilite que a dinâmica do DNA auxilie com eficácia esse universo de pessoas que vivem desgarradas do direito fundamental de conhecer e saber quem é seu progenitor. Esse é o mote deste livro. O texto não se limita a apontar doutrinas doutrinárias que poderiam ser enfadonhas, mas indica caminhos visíveis para o desiderato proposto.

A inoperosidade de nosso Poder Judiciário, no aspecto enfocado por esta obra, e em tantos outros, deságua no absoluto descrédito das instituições e do próprio Estado, mormente, mas não unicamente, nas classes menos favorecidas e que tanto dependem dele. Direitos constitucionais, individuais ou qualquer nomenclatura que se dê são belos e poéticos no texto legal, mas de nada valem se não se tornarem efetivos e eficientes no coração da população. Como conclui com desânimo a autora,

Page 8

essa inoperância e morosidade chegam às raias da absoluta indignação social. Na verdade, o descompasso dos avanços da ciência em relação à estrutura judicial e os resultados dos organismos judiciários enfrentam um vácuo nunca antes conhecido. Os tempos atuais demonstram que o caminhar paquidérmico das instituições jurídicas...

Para continuar a ler

PEÇA SUA AVALIAÇÃO