Revista de Ciências Humanas

Editora:
Universidade Federal de Santa Catarina
Data de publicação:
2010-09-07
ISBN:
0101-9589

Descrição:

Revista de Ciências Humanas é um periódico multidisciplinar que publica textos inéditos (artigos regulares, comentários, resenhas de livros, depoimentos e obituários), com especial atenção aos textos que trazem resultados de pesquisas, revisões da literatura de pesquisa e reflexões críticas sobre experiências realizadas nas diferentes áreas das Ciências Humanas.

Documentos mais recentes

  • A participação das comunidades tradicionais de terreiro no campo da saúde: as pesquisas em psicologia social

    Esse artigo apresenta uma revisão bibliográfica sobre a saúde da população negra e a participação da religiosidade afro brasileira, no campo da Psicologia Social . Ele integra uma pesquisa de cunho mais amplo que pretende colaborar com as propostas da Política Nacional para a Saúde da População Negra, que reconhece as comunidades tradicionais de terreiro como sendo promotoras da saúde. Considera se aqui o papel da Psicologia Social, em sua vertente crítica, para com o combate ao racismo no Brasil, e para com as propostas de transformação social. A busca pela produção limitou se às Revistas de Psicologia (em interface com o social), indexadas na Rede Scielo e na LILACS Biblioteca Virtual em Saúde (Bireme). Foram encontrados apenas dois artigos, o que aponta para uma fragilidade das pesquisas neste campo, o que solicita à Psicologia Social uma reflexão sobre tal resultado, uma vez que restringe sua participação n os movimentos e lutas pela equidade étnico raciais no Brasil. Palavras chave: Psicologia social. Equidade em saúde. R eligiões afro brasileiras.

  • Transição paradigmática e meio ambiente: posição de dois grupos etários Paradigmatic transition and environment: position of two age groups Transición paradigmática y medio ambiente: posición de dos grupos de edad

    O modo como as pessoas percebem, representam e valorizam o meio ambiente permite compreender comportamentos que o afetam. Assim, buscamos caracterizar as representações sociais da natureza, do meio ambiente e da água, e as crenças ambientais de 133 jovens e 100 adultos maduros. Os dados dos dois grupos etários foram comparados a fim de se poder vislumbrar a evolução do pensamento ecológico entre gerações. Utilizando a Escala NEP, encontramos um sistema de crenças biocêntrico para ambos os grupos etários, não tendo sido observada diferença estatisticamente significativa entre eles. As representações sociais, obtidas através de questionário de evocações livres, também se apresentaram similares nos dois grupos. Verificamos, todavia, que a identificação ao paradigma biocêntrico não foi confirmada pelo estudo das representações sociais, que apontou tanto elementos biocêntricos como antropocêntricos. Tais contradições sugerem um processo gradual de transição de paradigmas, em que ambas as visões de mundo coexistem. Palavras-chave: Psicologia ambiental. Representação social. Atitudes. Meio ambiente.

  • Rap e política: um debate teórico-metodológico

    Este artigo tem como objetivo problematizar alguns trabalhos que pesquisam a música do Rap, e propor outra abordagem. Esses trabalhos colocam o Rap no lugar de uma arte politizada. As artes, todavia, não operam com hierarquias, mas sim na invenção de outros lugares. Em contraponto a uma ideia de comunidade que funciona hierarquicamente, trabalhamos a partir do conceito de política no regime estético das artes, trabalhado por Jacques Rancière, onde não cabe definir o lugar das artes, mas sim analisar a arte em sua eficácia estética, pois qualquer arte tem o poder de fazer política, independente do seu conteúdo ou motivações. Entendemos que, pelo duplo poder das artes – em bagunçar as evidências de dominação e destinação dos corpos – podemos compreender esta época democrática. Propomos analisar essas cenas onde os corpos, antes destinados pelas hierarquias à obediência ou a arte politizada, participam de um processo de subjetivação política.

  • 'Ditadura reservada': um olhar psicossocial entre as cenas de uma produção audiovisual

    Este artigo apresenta os resultados da investigação do documentário “Ditadura Reservada”, que exibe memórias de sujeitos militantes do comunismo em Joinville – SC durante o regime militar (1964-1984). O objetivo desta pesquisa foi realizar leituras daquilo que o documentário nos mostra, especificamente, sobre as relações entre filme e pesquisadores-espectadores, atentando as dimensões estéticas da obra. A composição metodológica foi pautada nas discussões de Vygotsky acerca da estética e nos princípios do paradigma indiciário de Ginzburg. Assistimos a obra inicialmente sem preocupações e sem pesquisar por detalhes a serem analisados; posteriormente foram vistas com a intenção de “ouvir menos e enxergar mais”, como uma forma de envolvermo-nos com o documentário para além do verbal. Assim, afirma-se que as minúcias observadas nas entre cenas é que compõem a dimensão estética da obra em questão e que podem gerar leituras e recepções inesgotáveis e variáveis de acordo com cada espectador.

  • Um estudo da mulher no processo educativo medieval do século IX: reflexões sobre o manual de Dhuoda

    O objetivo desse artigo é refletir sobre o lugar da mulher no processo educativo medieval do século IX. Este estudo pauta-se no âmbito da história da educação e será feito segundo reflexões do Manual La educación cristiana de mi hijo, de Dhuoda (c. 800-843). A autora foi uma mãe pertencente à nobreza, de origem germânica, que viveu no período da dinastia carolíngia. A proposta é evidenciar, com o escrito dessa mulher ‘educadora’ o lugar do feminino na educação medieval do século IX. Ao prezar pela formação humana e intelectual de seu filho, Dhuoda redige o Manual fundamentando-se nos escritos clássicos de sua época. Nesse sentido, a proposta é evidenciar que neste período havia uma preocupação com a educação da criança e, no caso da nobreza, essa ‘função’ era feminina.

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    Traduzir a experiência de corpos cisnormativos masculinos, categorizados como homens, na participação de lugares reconhecidos como femininos, Política Pública de Assistência Social, e feministas, Teorias Feministas Pós-estruturalistas, é o objetivo que nos propomos alcançar. Partimos da compreensão de que a experiência, história encenada pela linguagem, produz o sujeito e não algo que o sujeito tenha como propriedade ou que seja anterior a ele. Assim, relatamos nossos percursos nas teorias feministas e a contribuição destas na construção de nossas práticas no Sistema Único de Assistência Social, por meio de três perguntas: Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos? Com elas, concluímos que, justamente por sermos homens, precisamos denunciar os privilégios para construir pontes para mudanças e não abismos para a manutenção, rompendo com a generalização da categoria homem, explicitando que estamos em um lugar de homem generificado, produzido pelas normas de gênero, mas que buscamos a desestabilização deste lugar.

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    A partir de sentidos inmediatos y polifónicos, exploramos en este artículo la gestación de pedagogías queer, en un ejercicio que se propone trazar su pertinencia para la educación en el profesorado. Para ello, nos detenemos en los diálogos que estas pedagogías establecen con las perspectivas descoloniales en la educación, como un modo de habitar este proyecto político desde el sur. Entre repeticiones respetuosas e irreverentes, recogemos diferentes genealogías y recepciones locales que se encaminan a cartografíar estas pedagogías. Finalmente enunciamos – sin ningún criterio exhaustivo o normalizador – una serie de transgresiones oportunas para la educación en el profesorado, desde la comunidad académica que componemos, como una manera de visualización de gestos y horizontes queerizantes.

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  • Deborah Britzman e a educação sexual: entre a pedagogia queer e a psicanálise

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