• Esboços. Revista do Programa de Pós-Graduação em História da UFSC

Editora:
Universidade Federal de Santa Catarina
Data de publicação:
2011-03-10
ISBN:
1414-722x

Descrição:

É uma revista dedicada a divulgar e debater artigos, pesquisas e enfoques que enriqueçam a produção do conhecimento histórico.

Documentos mais recentes

  • Global technologies, glocal approach: a false paradox

    This article seeks to identify the factors that have led researchers to root their historical approach in a national or regional context, rather than a global one. This may seem paradoxical when the Internet is thought to be global, and digital content and cultures at least partially cross-borders. These approaches are determined by reactions to a history of the Internet that has been far too focused on the United States from the outset, by a desire to consider this history in a given context, and by the historical sources. However, the use of national and regional approaches does not preclude the stimulating comparative or transnational perspectives that may renew this history in terms of infrastructure, missing narratives and user participation, as well as technical and human networks. We even suggest that studying the history of the places, people and communities that remain outside networks (whether by choice or by necessity) could tell us a lot about the global and asymmetric reality of the Internet. KEYWORDS: Internet. Web. History

  • Imagens de um passado sensível: formas de memória do cangaço em arquivos públicos, pessoais e digitais

    O texto apresenta uma reflexão a respeito de formas de memória do cangaço, fenômeno de banditismo do Nordeste brasileiro, como um dito tema sensível nacional. Tem como problema estruturante sua transformação pelas mídias técnicas, com atenção ao lugar de imagens dos restos mortais dos cangaceiros, em contexto de expansão globalizada da cultura da memória a partir do terço final do século XX. Para a análise, suscita um debate simultâneo, em cada uma das suas partes, sobre as políticas de memória relacionadas a diferentes tipos de arquivamentos, enfatizando casos do cangaço; as singularidades dos arquivos públicos, pessoais e digitais que têm mais circulação na cena pública do tema; os lugares de fotografias entre-imagens distintas, destacando principalmente registros das cabeças cortadas e/ou mumificadas de cangaceiros. Na base da proposta, os estudos da Memória Cultural, de teorias do Arquivo e da Cultura Visual, em que se enfatiza como tais áreas repensam suas epistemologias diante do universo virtual. Daí surgem notas propositivas que visam a contribuir com a agenda de estudo contemporânea do assunto, para além da questão nacional, como algumas que despontam em escala mais global de investigação histórica. PALAVRAS-CHAVE: Memória. Arquivo. Fotografia

  • Poder e agência nas redes atlânticas do comércio de marfim no mundo moderno: perspectivas multidisciplinares
  • Questões e caminhos para uma história pública no Brasil
  • Nunca fomos tão úteis
  • (Con)figurações do historiador em um tempo marcado pela disrupção tecnológica

    O presente artigo tem por objetivo observar algumas das práticas que podem ser incorporadas pelos historiadores ante as possibilidades da chamada “era digital”. Analisamos, em parte, a relação das ciências humanas com os computadores, entendendo-a como um exercício de entusiasmo e de conservação, na medida em que as tecnologias são tomadas ora como uma potência de futuro, ora como a responsável pela dissolução do nosso campo profissional. Trabalhamos, também, com certas pressões sofridas pela disciplina histórica e o consequente anseio por se atualizar, tendo em vista o recente estudo de Valdei Araujo e Mateus Pereira acerca do “atualismo”. A disrupção tecnológica parece estar formando novas identidades para a história e para os historiadores, sendo capaz de alargar as suas fronteiras e reinventar as suas tradições. Projetos criados para a internet, por exemplo, de canais no YouTube a podcasts, surgem como novas formas de atuação, e representam as (con)figurações do historiador em um tempo marcado pela inovação. Por fim, discutimos brevemente a disciplinação de novos campos ou movimentos teóricos, como são os casos das humanidades digitais e da história digital. Há razão em circunscrever o digital em limites disciplinares? Argumentamos que as recriações digitais do passado, estimuladas pelo que há de mais sofisticado no universo das novas tecnologias, devem inspirar a imaginação histórica, estando sempre desprendidas dos imperativos da disciplina. PALAVRAS-CHAVE: História Digital. Humanidades digitais. Novas tecnologias

  • Exploring the emerging digital scene in Art History and museum practice

    This article addresses the current digital status in the fields of Museology and History of Art, both in Greece and internationally, in order to examine, record and analyse the extent of usage and the impact of digital tools. We will study the state-of-the-art in the fields of Museology and Art History, with a particular focus on examining the degree to which Greek institutions of culture and arts, as a case study in Europe, use state-of-the-art digital technologies (e.g., semantic technologies, augmented reality, and ubiquitous computing) for (a) storing, managing and documenting artworks together with all relevant knowledge/information; and (b) interpreting and presenting artworks to the public. We will also study and analyse the degree of interrelation between knowledge/information, and art and cultural heritage that is currently hosted in distinct cultural and art institutions around Greece, as well as between Greek institutions and relevant projects abroad. In this context, the issue at stake is the identity and the way Art History is exercised. KEYWORDS: Digital Art History. Digital tools. Digital public space

  • Evidências, códigos e classificações: o ofício do historiador e o mundo digital

    O artigo examina o impacto da difusão global das tecnologias digitais sobre o ofício do historiador. Parte da análise sobre a relação entre a prática da profissão e natureza do conhecimento histórico formuladas por alguns dos maiores historiadores do século XX. Examina a natureza social da linguagem e seu papel na constituição das evidências e fontes históricas, articulando essa análise com os avanços tecnológicos do “processamento de linguagem natural”. Discute conceitos de diversos ramos das ciências sociais relevantes para a compreensão do processo de desenvolvimento do conhecimento humano e o papel da codificação de informações na elaboração de narrativas e na pesquisa histórica. Por fim, apresenta um panorama das principais metodologias no campo da inteligência artificial atualmente aplicadas à pesquisa histórica. PALAVRAS-CHAVE: História Digital. Inteligência artificial. Teoria e Metodologia da História

  • Problematizações das tecnologias digitais na formação do professor de história no contexto amazônico

    O presente artigo reflete sobre as possibilidades de formação de graduandos de licenciatura, pensando em diferentes usos das tecnologias digitais de informação e comunicação, elegendo como ponto de partida para essa problematização o trabalho docente em contextos diferenciados da Amazônia. Foi pautado em revisão bibliográfica que aborda discussões sobre tecnologias digitais da informação e da comunicação e seu envolvimento com a história social da Amazônia, região do Xingu, a fim de responder à questão: Como atender as demandas das tendências de inovação científica e tecnológica no contexto das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDICs), na formação de professores? Como resultado, chegamos ao entendimento de que as tecnologias são consequências do processo de evolução da sociedade e que sua aplicação abrange aspectos do desenvolvimento em diversos setores, estando ligado à melhoria da qualidade de vida da população. Desse modo, a educação é o campo em que seu emprego pode ser difundido, havendo então necessidade de investimento na formação de professores nessa área do conhecimento. PALAVRAS-CHAVE: Tecnologias digitais. Ensino de história. Formação de professores

  • Usos do passado sensível no ambiente digital: o 'Brasil: Nunca Mais Digital' e o projeto 'eva.stories

    O presente artigo refletirá sobre usos do passado sensível no ambiente digital. Para tanto, serão utilizados como objetos de análise duas iniciativas: o “Brasil: Nunca Mais Digital” e o “eva.stories”. A primeira iniciativa diz respeito ao projeto lançado em 2013, que insere o acervo do “Brasil: Nunca Mais” na era digital, tornando seus arquivos acessíveis a qualquer pessoa em qualquer parte do mundo – antes disponíveis apenas em acervos físicos, impressos ou microfilmados. A segunda é o projeto “eva. stories”, criado em 2019, que parte da seguinte premissa: “E se uma menina, durante o Holocausto, tivesse Instagram?” A iniciativa se utiliza do Instagram (principalmente do formato “stories”) para desenvolver setenta episódios retratando eventos ocorridos com Eva Heyman – adolescente de 13 anos enviada ao campo de concentração em Auschwitz-Birkenau, em 1944. O objetivo do artigo visa por em perspectiva essas iniciativas (inseridas em seus respectivos contextos históricos, técnicos, metodológicos etc.), a fim de pensar seus usos e refletir sobre efeitos da instrumentalização do passado em ambiente digital (e no escopo da histórica pública). A ideia é pensar o papel da internet enquanto catalisadora de formas de disseminar, resistir e pensar sobre a memória e eventos traumáticos, além de compreender sua interação com diferentes audiências. PALAVRAS-CHAVE: História Digital. Usos do passado. Internet

Documentos em destaque